Casa dos sonhos: o que realmente importa além da estética?
Em entrevista, Maira Xavier Costa, CEO da Cook Eletroraro, fala sobre tendências, o novo significado do luxo e o que realmente faz de uma casa um lar.

As redes sociais e a tecnologia transformaram a maneira como imaginamos a casa dos sonhos. Mas, além da estética, o que realmente faz de uma casa um lar?
Para refletir sobre essa questão, conversamos com Maira Xavier Costa, CEO da Cook Eletroraro. Formada em Administração de Empresas, Maira iniciou sua trajetória no setor de eletrodomésticos há cerca de 30 anos. “Me considero uma vendedora nata, está no sangue e herdei do meu pai minha paixão pelas vendas”. Acompanhou a expansão da empresa, que chegou a ter sete lojas físicas, além de sua evolução no e-commerce.
Casada e mãe de três filhos, ela também traz para essa conversa um olhar pessoal sobre a importância do lar, da convivência familiar e dos espaços que fazem parte das nossas histórias.
A casa dos sonhos na era digital
Hoje, com tantas referências circulando nas redes sociais, você percebe uma mudança na forma como as pessoas imaginam a casa dos sonhos? Isso trouxe mais inspiração ou também criou expectativas mais difíceis de atender?
Com tantas referências nas redes sociais, eu acho que a mudança foi a facilitação de colocar o ambiente que você deseja, torná-lo viável, através da inteligência artificial, através de referências e de inspirações.
Muitas pessoas chegam buscando uma casa visualmente perfeita. Você acredita que existe uma diferença entre uma casa bonita para uma foto e uma casa realmente boa para viver? Na sua experiência, quais características fazem um ambiente deixar de ser apenas bonito e se tornar um verdadeiro lar?
Na minha experiência, a diferença entre uma casa bonita e um verdadeiro lar é que seja uma casa funcional, uma casa onde você se sinta acolhida, em um ambiente aconchegante.
Porque uma casa que, às vezes, é instagramável ou visualmente perfeita pode não ser confortável ou demandar um trabalho muito acima do que você consegue fazer no dia a dia.
Então, é preciso pensar na praticidade, na viabilidade e na manutenção, tanto da casa quanto da cozinha.
A cozinha como espaço de conexão
A cozinha ganhou muito protagonismo nos últimos anos. Por que você acredita que esse ambiente passou a representar tanto a personalidade e o estilo de vida das pessoas?
Eu acho que a cozinha ganhou muito protagonismo nos últimos anos por ser um ambiente que traz amor, une a família e permite ganhar tempo com a praticidade do dia a dia.
Com a lava-louças e com os equipamentos que podem facilitar a rotina, você passa a ter mais tempo de qualidade para viver, fazer as coisas de que gosta e curtir em família.
Acho que a cozinha é um lugar de amor. É um lugar onde a gente alimenta as pessoas com quem convive, as pessoas que ama.
Escolhas que vão além das tendências
Você percebe que os consumidores estão buscando cada vez mais produtos que tenham uma história e façam sentido para a rotina deles, e não apenas que sejam visualmente impactantes? Como encontrar o equilíbrio entre design, tecnologia e funcionalidade no dia a dia?
O cuidado que acredito ser importante para não transformar a casa numa produção de tendências é apostar em produtos confiáveis. Que não vão te dar dor de cabeça, que tenham garantia, assistência técnica e uma instalação segura.
Para que aquilo que, às vezes, pode parecer um sonho não se transforme num possível pesadelo.
O novo significado do luxo
O conceito de luxo mudou? Antes estava muito ligado à aparência e à exclusividade. Hoje ele está mais relacionado à experiência, conforto e praticidade? Como uma marca como a Cook participa dessa transformação, ajudando as pessoas a escolherem produtos que façam sentido para a vida delas?
Eu acredito, sim, que o conceito de luxo mudou.
Ele está muito mais relacionado à experiência, ao conforto e à praticidade, e isso combina com o que as grandes marcas estão inovando em seus lançamentos.
Produtos que facilitam a vida, conectam com a tecnologia e, conforme já disse anteriormente, priorizam a qualidade de vida.
Uma casa que evolui com a nossa história
Existe algum cuidado que você acredita ser importante para não transformar a casa em uma reprodução de tendências que podem perder sentido com o tempo? E, entre uma casa que impressiona nas fotos e uma casa que faz você querer chegar todos os dias, o que realmente faz a diferença?
Outro dia, vi uma reportagem que achei muito interessante. Era uma dona de casa contando que já morava na mesma casa há 35 anos e que, durante todos esses anos, a casa esteve sempre em reforma.
Gostei muito dessa história porque, às vezes, aquilo que consideramos inspirador em determinado momento da vida não condiz com a nossa realidade financeira ou até mesmo com o espaço que temos disponível.
O que hoje é muito importante para você pode deixar de ter a mesma importância daqui a alguns anos. Ou pode acontecer justamente o contrário: algo que antes não parecia tão necessário acaba se tornando extremamente importante.
À medida que amadurecemos, a família cresce, depois chegam os netos, e a rotina e a realidade da casa também vão mudando ao longo dos anos.
Por isso, acredito que as tendências precisam acompanhar essa evolução, porque a nossa casa também se transforma de acordo com cada fase e com a história de quem vive nela.
Muito além de uma casa bonita
Ao longo da conversa, uma ideia se destaca: uma casa não precisa permanecer igual para continuar sendo a casa dos sonhos.
As referências mudam, as tecnologias evoluem e as necessidades se transformam.
O que permanece é a importância de construir espaços que façam sentido para a rotina, acolham quem vive neles e permitam aproveitar melhor os momentos do dia a dia.
No fim, talvez o verdadeiro luxo esteja justamente nisso: ter uma casa que não apenas impressione, mas que acompanhe a vida em todas as suas fases.
Continue explorando: descubra como a tecnologia está transformando a cozinha do futuro e criando novas possibilidades para o morar contemporâneo.
